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Palavras do Deputado Paulo Guedes

07/05/2010

30ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª
LEGISLATURA, EM 28/4/2010
Palavras do Deputado Paulo Guedes

O Deputado Paulo Guedes* – Sr. Presidente, Deputado Weliton
Prado; Deputadas e Deputados; público presente; todos os mineiros
que nos acompanham, ao vivo, pela TV Assembleia em centenas de
cidades do Estado de Minas Gerais; boa tarde.

Retorno a esta tribuna para tratar de três assuntos.
Primeiramente, a greve geral da Unimontes. Na segunda-feira, pela
manhã, estive com o Deputado Carlos Pimenta em um café da manhã
com o comando de greve da Unimontes. Ficamos chocados com as
informações passadas pelos professores,
técnicos, pessoal que
trabalha no hospital universitário e doutores da Unimontes. O
governo do Estado, que faz propaganda do Choque de Gestão e vende
uma imagem totalmente distorcida para a população, está deixando o
Norte de Minas ser a região mais desprovida de investimentos. Para
o governo do Estado, aquela região serve apenas de experiências
malsucedidas, experiências de criação de indústria de multas e de
perseguição a vários segmentos produtivos. Mas o único instrumento
de desenvolvimento que temos, de que todos norte-mineiros nos
orgulhamos, a nossa universidade, uma das melhores do Brasil, vem
sofrendo uma discriminação orçamentária e nos vencimentos dos seus
servidores. Fiquei abismado em saber que o Estado paga a dezenas
de técnicos e funcionários, professores, servidores e
serventuários da educação, inclusive da rede estadual de ensino,
que
também está em greve, um salário de apenas R$330,00, pouco
mais da metade de um salário mínimo. É esse o Choque de Gestão do
Governador Anastasia. Venho solidarizar-me e colocar-me à
disposição de todo o comando de greve, dos professores, dos
técnicos e dos estudantes, que também aderiram à greve. É greve
geral na universidade. A situação está insustentável. Tenho em mão
várias reivindicações passadas pelo comando de greve, entre as
quais estão a isonomia de salários e as vantagens como as da
Fhemig. Os servidores do hospital da Unimontes recebem menos da
metade que os servidores do hospital da Fhemig, que também é do
Estado. Uma reivindicação mais do que justa. As outras
reivindicações são: criação da gratificação de 40% do salário-
base, vinculada às avaliações de desempenho individual e
institucional;
mudança de níveis de ingresso nas carreiras de
Técnico Administrativo, baseado no que ocorre em outros órgãos do
Estado; cumprimento do Decreto nº 36.829, de 1995, em seu art. 1º,
que concedeu reajuste de 10% aos servidores públicos estaduais,
que não está sendo cumprido pelo governo; publicação imediata de
laudo ambiental realizado em 2009; e promoção por escolaridade
adicional com supressão do interstício por tempo de serviço e
fluxos contínuos, como nas federais. A atual situação gera
distorções funcionais e remuneratórias entre os docentes com mesma
função e titulação. É um absurdo o que vem acontecendo na
Unimontes. A Lei Complementar nº 100, que efetivou vários
servidores do Estado, ocasionou várias distorções na Unimontes.
Por exemplo, vários professores, mestres e doutores efetivados
tiveram redução de salário. Depois
disso, funcionários contratados
estão recebendo mais que os efetivados, distorção que gera
desunião entre as classes. São várias as reivindicações
apresentadas pelos professores e estudantes. Entre as
reivindicações dos estudantes, estão o fim da lista tríplice para
as eleições da reitoria – que a decisão da comunidade acadêmica
seja soberana -; a agilidade do processo de construção e
inauguração do restaurante e da moradia universitários, para que
se atenda a demanda dos estudantes de fora de Montes Claros; a
ampliação do sistema laboratorial, que atualmente é precário e não
atende as necessidades de cada curso. Quero tornar nossa essa
pauta dos professores, estudantes e servidores da Unimontes e
estou levando suas reivindicações para a Bancada do PT-PMDB-PCdoB.
Desde já solicito à Secretária Renata Vilhena, do
Planejamento,
que receba nossa Bancada e a comissão do comando de greve da
Unimontes, para que, o mais rapidamente possível, possamos dar
início a uma negociação, de modo que as demandas e as
reivindicações dessa classe sejam ouvidas e atendidas pelo governo
do Estado.

Fonte: Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais – http://www.almg.gov.br

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2 comentários

  1. Realmente: Você toma um Choque do contra cheque, não de gestão!


  2. legal! a greve ta durando, não vamos desanimar não gente, quando mais apoio melhor!



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